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Cidades inteligentes: conheça 4 iniciativas de mobilidade urbana

Cidades inteligentes: conheça 4 iniciativas de mobilidade urbana

As cidades inteligentes fazem parte de uma demanda por soluções mais sustentáveis e por práticas de convivência nas sociedades modernas. A ideia em torno desse tipo de organização é a criatividade e a sustentabilidade — assim, combinam-se tecnologia no planejamento urbano e participação ativa dos cidadãos.

A partir do conceito de cidades inteligentes, diversos projetos surgiram pelo mundo. A seguir apresentaremos algumas iniciativas de mobilidade urbana que estão diretamente ligadas a isso!

O surgimento das cidades inteligentes

O termo smart cities (cidades inteligentes, em inglês) foi cunhado pela União Europeia e define sistemas de pessoas que usam energias, materiais e serviços para promover o desenvolvimento econômico e a qualidade de vida. A aplicação estratégica de infraestrutura, mas também de comunicação e de gestão urbana, seria a resposta às necessidades sociais e econômicas da população.

Apesar de o conceito ser relativamente recente, as cidades inteligentes já estão consolidadas como uma discussão global, de acordo com estudo divulgado pela Fundação Getúlio Vargas, principalmente pela conexão com o desenvolvimento sustentável e o uso de novas tecnologias. A estimativa é chegar, até 2020, a 408 bilhões de dólares em investimentos em soluções para a consolidação das cidades inteligentes.

As principais iniciativas de cidades inteligentes

Economia, sustentabilidade, tecnologia, acessibilidade, qualidade de vida. Essas são apenas algumas das palavras que adjetivam os projetos presentes nas cidades inteligentes. Confira a seguir algumas das iniciativas que se tornaram referência em todo mundo e também práticas já implementadas no Brasil.

1. Compartilhamento de bicicletas sem estação

O uso de bicicletas como principal meio de transporte já é realidade na Holanda, que diminuiu consideravelmente a presença de carros em suas ruas. Outro país que adotou projetos para incentivar o uso desse transporte alternativo é a França.

A capital francesa, Paris, já contava com um serviço de bicicletas compartilhadas, o Vélib, mas recentemente o modelo sem estação da Gobee chegou à cidade — não é raro encontrar bicicletas verde-fluorescentes pelas calçadas.

O modo de uso é bastante simples. O usuário precisa baixar o aplicativo Gobee e pagar uma taxa de inscrição de 15 euros, o que permite andar por um tempo considerável, visto que, a cada meia hora, 50 centavos são descontados desse valor. Para encontrar a bicicleta mais próxima, é só usar o aplicativo. Depois, basta escanear o código QR que está no guidão ou na parte traseira da bicicleta e aguardar o desbloqueio automático do cadeado que prende a roda traseira. Quando o usuário chega ao seu destino, deve parar a bike em um estacionamento público e fechar o cadeado manualmente.

2. Mobilidade urbana sustentável

A promoção da mobilidade urbana sustentável é uma característica das cidades inteligentes. Em Fortaleza, no Ceará, existe o projeto VAMO (Veículos Alternativos para Mobilidade), que desde 2016 disponibiliza a moradores e a turistas veículos 100% elétricos para deslocamentos dentro da cidade. É uma alternativa mais sustentável e barata que investir em um carro próprio.

Os automóveis ficam em 10 estações espalhadas pela cidade. Para desfrutar do serviço, o usuário precisa baixar o aplicativo para encontrar o veículo mais próximo e seguir as instruções para retirá-lo da base. A tarifa é paga por tempo de uso e começa em R$ 15 por 30 minutos. Após o uso, é só devolver o carro em um dos pontos indicados pela cidade.

Entre as vantagens apontadas no site do projeto estão a redução do número de carros particulares rodando na cidade, a preservação do meio ambiente e a integração com os demais modais de transporte.

3. Integração de meios de transporte

A capital do Chile, Santiago, é um ótimo exemplo de cidade inteligente quando se trata de integração dos diferentes tipos de meio de transporte oferecidos no município.

Em meados de 2006, surgiu o projeto TranSantiago, um sistema de corredores de ônibus que integrou esse meio de transporte ao metrô da cidade. O município ainda investiu em uma infraestrutura especial para pedestres e ciclistas, tornando-se uma referência em boas práticas. As medidas também renderam honrarias, como o Prêmio Internacional de Transporte Sustentável.

Além disso, bicicletas com capacetes foram colocadas em estações de trens para os usuários que quiserem terminar o seu percurso pedalando. O próximo passo é atingir a meta de 60% da energia utilizada pelo metrô a partir de fontes eólicas e/ou solares.

4. Compartilhamento de carros

Iniciativas como o Uber se tornaram populares pelo mundo. A alternativa aos táxis e ao transporte público introduziu em muitas cidades uma forma de economia compartilhada. Ainda, isso abriu portas para o compartilhamento de veículos.

car sharing, como também é conhecido, é um modelo de aluguel de veículos no qual o dono do automóvel disponibiliza seu carro por meio de um aplicativo para um locador que aluga o veículo pelo tempo que necessitar. A iniciativa, que orienta as empresas que oferecem o serviço, defende a mobilidade inteligente, reduzindo o trânsito das grandes cidades e incentivando o consumo consciente.

moObie é uma das plataformas que oferece o serviço, conectando pessoas que precisam de um carro com quem possui um. O processo é muito simples e ainda conta com uma equipe preparada para atender tanto demandas dos locatários quanto dos locadores. A união entre a tecnologia e a mobilidade fazem dessa alternativa uma tendência em franco crescimento nos próximos anos, ainda mais por proporcionar uma fonte de renda extra aos proprietários dos veículos.

Automóveis elétricos, meios de transportes alternativos — a exemplo de bicicletas e de carros compartilhados — , vias reestruturadas, planejamento urbano e tecnologias avançadas: tudo isso faz parte do conjunto de iniciativas propostas para as cidades inteligentes do futuro.

A mobilidade urbana é uma das principais preocupações do momento — afinal, os cidadãos precisam se deslocar de um lugar para o outro com segurança e qualidade. Como vimos, soluções nesse âmbito têm impacto até mesmo em outras áreas, como o bem-estar da população e a preservação da natureza.

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